
Assim que dois casos de moradores contratados pelo município de Teófilo Otoni vieram á tona via denúncia realizada com exclusividade pelo blog, hoje (19/05), surge a terceira vítima da situação.
Vanusa Aparecida passou pelos mesmos processos seletivos que os dois últimos casos: participou de reuniões no Casarão do Sesc, enviou dados, não trabalhou e seu nome consta no portal da transparência do município.
Vanusa procurou a vaga em março. Em 18 de abril, seu irmão, Renato, recebeu em seu celular (que foi cadastrado no nome de Vanusa à época), um alerta emitido pela profissional chamada Isabela Dantas avisando que Vanusa teria sido convocada a comparecer no Casarão do SESC.
Vanusa compareceu e assinou um contrato. Ela foi informada que no dia seguinte deveria começar a trabalhar, mas que era preciso levar uma enxada e um par de tênis, porque segundo a orientação dos organizadores do programa “Teó Mais Limpa”, todas as enxadas estavam danificadas, que eles não teriam botas e que apenas um colete seria entregue.
Vanusa disse em entrevista, que “não prestou nenhum serviço para a prefeitura, que nunca trabalhou para eles”.
Mas o portal da Transparência apresenta a contratação em 19/04/2022 (mesmo dia que Thiago Santos, o segundo denunciante).
Conforme o portal, a remuneração de Vanusa seria por 12 dias, mesmo período trabalhado por Thiago. O valor a receber é de R$484,80 com desconto no INSS de R$36,36. A carteira de Vanusa também foi assinada.

A moradora do bairro Belvedere cobra do Município regularização de seus dados e enfatiza que corre o risco de perder o Bolsa Família por estar empregada teoricamente.
A reportagem solicitou à prefeitura esclarecimentos sobre mais este funcionário fantasma, que aparece lotado no portal da transparência do município. A prefeitura ainda não se posicionou, e assim que houver a posição, incluiremos na reportagem.
Na última quarta, o subprocurador geral do Município, Pedro Dutra, disse em vídeo enviado ao blog, que o portal da transparência não reflete, necessariamente, à realidade fiscal e às transações. Pedro disse que o erário público não sofreu nenhum dano.







