SAÚDE | Antes de concluir os seis Hospitais Regionais prometidos na campanha de 2022, o governo Zema admite que não terá condições de gerenciar as unidades e repassará a gestão a parceiros, instituições filantrópicas e do terceiro setor. A situação é reconhecida pela cúpula do governo de Minas.
O deputado estadual Lucas Lasmar (Rede) critica o cenário: “A Secretaria de Saúde não consegue administrar os hospitais da Rede Fhemig. O João XXIII está um caos, o Maria Amélia Lins está fechado, e o Júlia Kubitschek tem mais de 80 leitos inacabados. Quem vai financiar esses novos hospitais?”.
Especialistas alertam que colocar um hospital para funcionar exige mais do que inaugurá-lo. É necessário contratar pessoal, adquirir equipamentos e manter uma estrutura operacional robusta.
Em entrevista à Itatiaia, o Secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, confirmou que, devido aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Estado não pode contratar novos servidores. A única saída seria firmar parcerias com entidades como a EBSHER, que assumirá o Hospital Regional de Divinópolis. A UFSJ será responsável pela gestão, desde que a Assembleia Legislativa aprove o repasse do terreno ao Estado e este o transfira à universidade. Segundo a deputada Lohanna França (PV), também é necessário um repasse de R$ 80 milhões para a compra de equipamentos, conforme acordado com o Ministério da Saúde.
Apesar das dificuldades, o governo promete inaugurar o Hospital de Divinópolis no 2º semestre de 2025. Baccheretti destaca que a gestão por filantrópicas já é comum: “Mais de 85% dos hospitais já são geridos assim, como a Santa Casa e o Mário Pena”.
Os hospitais regionais de Teófilo Otoni, Valadares, Sete Lagoas e Lafaiete devem ser entregues até o fim do mandato. Já o de Juiz de Fora está com as obras paradas e sem previsão de retomada.
Fonte: Itatiaia / Foto: Carol Souza/Agência Minas







