Por Alan Martuchelle, da 98 em Teófilo Otoni
Forças russas invadiram a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (24/02, horário local) em um ataque em massa por terra, mar e ar. Este é o maior ataque de um Estado contra outro, na Europa, desde a Segunda Guerra Mundial.
Mísseis forma lançados sobre cidades ucranianas ao longo da madrugada de hoje (horário de Brasília). A Ucrânia relatou colunas de tropas cruzando suas fronteiras com a Rússia e com a Bielorrússia, desembarcando na costa dos mares Negro e Azov.
A embaixada da Ucrânia na ONU- Organização das Nações Unidas, disse que tropas ucranianas lutaram contra forças russas ao longo de praticamente toda a fronteira, e combates ferozes estavam ocorrendo nas regiões de Sumy, Kharkiv, Kherson, Odessa e em um aeroporto militar perto de Kiev.
Explosões foram ouvidas antes do amanhecer e durante toda a manhã na capital Kiev, uma cidade de 3 milhões de pessoas. Tiros ecoaram, sirenes soaram e a rodovia que dá acessa à saída da cidade ficou congestionada com o tráfego, enquanto os moradores fugiam do conflito.
O ataque trouxe um fim calamitoso a semanas de esforços diplomáticos infrutíferos de líderes ocidentais para evitar a guerra, seus piores temores sobre as ambições do presidente russo, Vladimir Putin, que já começou.
O presidente dos EUA, Joe Biden, chamou a ação russa de "ataque não provocado e injustificado". A chefe da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, disse que o bloco vai impor uma nova rodada de sanções que afetarão severamente a economia da Rússia, que nesta altura do conflito já está preparada para enfrenta-las.
O chefe de relações exteriores da União Européia, Josep Borrell, disse que “estas estão entre as horas mais sombrias da Europa desde a Segunda Guerra Mundial".
Foto: Ministério do Interior da Ucrânia/ Reprodução







