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Com: Argimiro Rocha

Diretor da UPA reconhece erro por medicamentos vencidos e diz aumentar fiscalização

14/06/2022 as 11:25
Por Alan Martuchelle, da 98 em Teófilo Otoni 


Um médico emergencista da UPA – Unidade de Pronto Atendimento, em Teófio Otoni, descobriu na manhã de segunda-feira (13/06), que diversos medicamentos usados na sala vermelha da unidade estavam vencidos. 

O diretor da unidade, João Lauro, respondeu ao jornalismo da 98 FM por meio de nota, e afirmou que “é de responsabilidade de todos da sala vermelha e dos outros setores o cuidado a vida sobre o paciente. Quando acertamos, todos acertam, quando erramos, todos erram”.

Segundo a direção da UPA, nenhum paciente foi prejudicado com os medicamentos vencidos, ou seja, nenhum paciente recebeu tais medicações.  

A nota apresenta a confirmação da denúncia apresentado pelo médico Rodrigo Lobo, ao afirmar que “tal fato (medicamentos vencidos) ocorreu e pode ocorrer em qualquer instituição hospitalar”. 

João Lauro ainda fez uma crítica incisiva aos hospitais particulares, que segundo ele, também possui medicações vencidas, mas não são expostas na mídia como ocorre em unidades públicas. 

“Ressalto que não fugimos das nossas responsabilidades, que tal fato ocorreu e pode ocorrer em qualquer instituição hospitalar, porém por a UPA se tratar de uma unidade pública tudo vira de fato motivo para ser exteriorizado, certo que nas unidades particulares isso não ocorre, pois é algo que se resolve internamente, exemplo: quando o médico não consegue fazer uma intubação, vamos vir a público colocar na mídia?”, relatou em nota. 

O diretor da Upa foi enfático ao dizer que existe uma rotina de checagem das medicações. “(Há) uma rotina a checagem da medicação, retirada dos medicamentos vencidos e solicitação da substituição desses para o setor. O último profissional que fará o procedimento antes de administrar (aplicar) a medicação no paciente é obrigado a conferir o nome do medicamento prescrito, dosagem e data de validade, justamente para que no ato do procedimento não haja troca de medicação nem o risco de aplicar a medicação vencida”, disse João Lauro.

 A direção reconhece o erro. “Houve um erro por falha da equipe, mas que não culminou em prejuízo da saúde pública, justamente devido as etapas de trabalho de conferência e checagem antes da realização do procedimento, e essa é uma obrigação de todos os profissionais”, diz a nota. 

João Lauro informou que conferiu os 06 carrinhos de emergência da UPA e que está tentando blindar ainda mais o acesso aos profissionais da unidade.  A vigilância sanitária foi informada sobre o ocorrido. Os funcionários responsáveis foram advertidos. Os carrinhos serão conferidos com maior frequência, segundo a direção.