Ao manifestar indiferença em relação às expectativas do setor financeiro, Lula desagrada diretamente a um punhado de engravatados, mas, como mostra a pesquisa da Atlas Intel, boa parte da população também faz restrições a gastos sem lastro e ao excesso de medidas intervencionistas.
O instituto fez doze perguntas que refletem as principais discussões em torno dos rumos da economia para 1 600 pessoas de todas as regiões do país. Em uma escala de 0 a 100, em que o número mais alto significa maior adesão aos preceitos do liberalismo econômico, o índice geral ficou em 48 pontos, praticamente a metade do espectro. No entanto, no que diz respeito à macroeconomia, ou seja, à definição do projeto como um todo, o patamar anti-intervencionismo subiu para 69 pontos no item teto de gastos. “A população não está disposta a sacrificar seu futuro se isso gerar endividamento”, diz Andrei Roman, CEO da Atlas Intel.
A maioria dos entrevistados afirmou ainda considerar viável reduzir o tamanho do Estado sem comprometer a qualidade dos serviços prestados (62 pontos) e se colocou mais favorável a um enxugamento da máquina pública do que a aumentos de impostos (70). Mas nenhum tópico da pesquisa amealhou tanta adesão popular ao liberalismo quanto a necessidade de maior incentivo à livre concorrência e ao empreendedorismo. Nesse quesito, o índice cravou 83 pontos e foi um dos poucos a unir a opinião de ricos e pobres. O anseio faz sentido para a multidão de candidatos a empreender — levantamento da Central Única de Favelas (Cufa) detectou que 76% dos moradores das comunidades carentes têm, ou querem ter, o próprio negócio. Eles penam com a burocracia e o execrável cipoal tributário existentes no Brasil. Renata Barbosa, 48 anos, moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, vive de fazer bolos e salgados em casa para festas e enfrenta as agruras da mão pesada do Estado. “O que pago de imposto não retorna em nada para mim”, desabafa ela, que chegou a abrir uma loja, mas teve de baixar as portas por causa da pandemia. “O governo tem de deixar as pessoas livres para empreender.”
O instituto fez doze perguntas que refletem as principais discussões em torno dos rumos da economia para 1 600 pessoas de todas as regiões do país. Em uma escala de 0 a 100, em que o número mais alto significa maior adesão aos preceitos do liberalismo econômico, o índice geral ficou em 48 pontos, praticamente a metade do espectro. No entanto, no que diz respeito à macroeconomia, ou seja, à definição do projeto como um todo, o patamar anti-intervencionismo subiu para 69 pontos no item teto de gastos. “A população não está disposta a sacrificar seu futuro se isso gerar endividamento”, diz Andrei Roman, CEO da Atlas Intel.
A maioria dos entrevistados afirmou ainda considerar viável reduzir o tamanho do Estado sem comprometer a qualidade dos serviços prestados (62 pontos) e se colocou mais favorável a um enxugamento da máquina pública do que a aumentos de impostos (70). Mas nenhum tópico da pesquisa amealhou tanta adesão popular ao liberalismo quanto a necessidade de maior incentivo à livre concorrência e ao empreendedorismo. Nesse quesito, o índice cravou 83 pontos e foi um dos poucos a unir a opinião de ricos e pobres. O anseio faz sentido para a multidão de candidatos a empreender — levantamento da Central Única de Favelas (Cufa) detectou que 76% dos moradores das comunidades carentes têm, ou querem ter, o próprio negócio. Eles penam com a burocracia e o execrável cipoal tributário existentes no Brasil. Renata Barbosa, 48 anos, moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, vive de fazer bolos e salgados em casa para festas e enfrenta as agruras da mão pesada do Estado. “O que pago de imposto não retorna em nada para mim”, desabafa ela, que chegou a abrir uma loja, mas teve de baixar as portas por causa da pandemia. “O governo tem de deixar as pessoas livres para empreender.”







