Tragédia de Mariana: Minas Gerais e Espírito Santo pedem indenização de mais de R$ 100 bilhões por danos morais coletivos

15/05/2024 as 17:49
MARIANA | A tragédia matou 19 pessoas no dia 5 de novembro de 2015. A lama tóxica percorreu cerca de 600 km, atingiu o Rio Doce e chegou ao Oceano Atlântico.
Os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo pediram indenização de mais de R$ 100 bilhões para as mineradoras Samarco, Vale e BHP, por danos morais coletivos referentes ao rompimento de barragem em Mariana, na Região Central de Minas.

Na decisão alvo do recurso, o valor estipulado foi de R$ 47,6 bilhões. Mas, para a Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais (AGE-MG) e a Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo (PGE-ES) o valor não deve ser inferior a R$ 100 bilhões.

De acordo com os estados, além de considerar o porte econômicos das mineradoras, deve-se levar em conta também mas também a extensão territorial dos impactos do rompimento. A AGE-MG e a PGE-ES defendem, também, que os valores sejam distribuídos e destinados a fundos próprios de cada ente.


A maior tragédia individual do país do país matou 19 pessoas no dia 5 de novembro de 2015. A lama tóxica da Samarco percorreu cerca de 600 km. Atingiu o Rio Doce, comprometeu o abastecimento de água em cidade de Minas Gerais e do Espírito Santo, matou várias espécies de peixes e chegou ao Oceano Atlântico.

O que os envolvidos dizem?
Por nota, a BHP declarou que segue comprometida com as ações de reparação. A Samarco informou que não foi notificada. Já a Vale afirmou que não vai comentar o assunto.
Fonte: g1