Tragédia de Mariana completa 7 anos de impunidade e atrasos na reparação às vítimas

07/11/2022 as 15:48
MAR DE LAMA ????| O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, completa sete anos neste sábado (5). A tragédia deixou 19 pessoas mortas, devastou o Rio Doce e atingiu cidades mineiras e capixabas em 5 de novembro de 2015.

O processo criminal que tornou rés 22 pessoas e as mineradoras Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR Recursos Hídricos pelo desastre ainda está na fase de depoimentos de testemunhas.

Em 2019, o juiz federal Jacques de Queiroz Ferreira, da Subseção Judiciária de Ponte Nova, na Zona da Mata de Minas, rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra executivos da Vale e da BHP Billiton que atuavam no Conselho de Administração da Samarco e em seus comitês de assessoramento na época do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Com isso, oito réus foram excluídos da ação. Agora, a Justiça segue ouvindo mais de 100 testemunhas arroladas pela defesa.

Com três anos de atraso, a Fundação Renova, criada pelas mineradoras (Vale, BHP Billiton e Samarco) responsáveis pela tragédia para a reparação dos danos, anunciou no último 19 de outubro de 2022 que as primeiras famílias serão reassentadas no "novo" Bento Rodrigues no começo de 2023.


No novo Bento, 78 casas estão prontas atualmente. A previsão da Renova é de que 121 residências sejam concluídas até o fim deste ano. No total, 196 famílias aguardam o reassentamento.