
Para início de conversa é bom que fique claro que não estou criticando ou duvidando da legitimidade do movimento dos profissionais da segurança pública em Minas Gerais. Eles têm o direito de manifestar, reivindicar e cobrar aquilo que reconhecem que os pertencem por direito. A análise aqui é política e não estou chamando o movimento de político.
Romeu Zema, governador de Minas Gerais pelo Novo, está pressionado. Isso é fato. As categorias da segurança pública e da educação estão se organizando e fazendo barulho no momento certo, neste ano de eleições.
Enquanto Zema diz que há politicagem e interesses eleitorais nas reivindicações, os profissionais dizem que o governador não tem palavra.
Quanto aos profissionais da educação, o sindicato da classe deixou claro sua oposição à Zema. Durante o governo Pimentel (PT, 2010-2018), ele fez silêncio. Vejo que para o sindicato não será difícil apoiar qualquer candidato que venha enfrentar Zema. E aqui falo de candidatos sérios, não como Daniel Sucupira que busca holofotes.
Agora, em contraponto, uma dúvida martela minha mente: os profissionais da segurança pública estão contra o governador e podem se juntar à oposição? Para mim é uma incógnita. Pode ser que sim e pode ser que não. Infelizmente a reposta é subjetiva. Existem policiais que vão contra Zema e outros que apoiam o governador.
Mas aqui precisamos citar o forte apoio da classe de segurança pública ao então candidato Jair Bolsonaro em 2018. Zema em Minas é o que mais se aproxima de Bolsonaro – e não estou dizendo que são iguais ou alinhados, entenda bem! Zema e Bolsonaro já protagonizaram apoio e discordância.
A análise deve ser centrada no candidato oposto a Zema. Quanto à reposta do problema central só vamos descobrir mais pela frente. 







