
Na trágica distopia “1984” de Eric Arthur Blair — vulgo George Orwell, uma sociedade altamente vigiada e controlada pelo Grande Irmão vive sem nenhuma privacidade e liberdade.
O responsável por livros, revistas, jornais e documentos que são consumidos por essa sociedade, é o Ministério da Verdade. Sabemos que a leitura/informação gera conhecimento, que consequentemente, gera liberdade de escolha consciente. O Grande Irmão não seria tolo suficiente para entregar aos seus governados armas para um possível contragolpe. Seria burrice. É aí que está a importância deste ministério, a modificação, falsificação e total controle no que é lido, documentado e divulgado na Eurásia (países da Europa e Ásia que compunham o grupo eurasiano citado por Orwell, incluindo a principal país: a Inglaterra).
O jornal “ The Times” tinha como função a publicação de artigos com base no “Socing” (o socialismo inglês) e a ideologia que regia o partido.
Onde os contextos se convergem
Estamos vivendo um triste período em Teófilo Otoni, principalmente no quesito acesso à informação. Desde junho de 2020, o chefe do executivo, Daniel Sucupira (PT), não realiza coletivas de impressa para esclarecer decisões tomadas na condução da pandemia do novo coronavírus.
Sucupira não gosta de responder questionamentos e dúvidas da imprensa, por isso evita ao máximo tais permissões. Agora, a decisão que até então era individual, se ramifica para o coletivo. O secretariado também nunca fala com a imprensa. Os secretários nunca têm tempo, ainda bem. Estão ocupados trabalhando [risos].
Se algum jornalista envia quaisquer demanda com questionamentos e/ou reivindicações; as respostas devem ser extraídas das “teletelas” disponibilizadas nos canais oficiais do governo. Sem perguntas e sem questionamentos. Apenas declarações mecanizadas e ensaiadas. Sem pensamentos ou informações que divergem daquilo que faz parte do pacote publicitário, excluindo assim, qualquer possibilidade chegar indiretamente a assuntos indevidos e delicados.
O chefe da Eurásia teófilo-otonense usa seu veículo oficial de radiodifusão para disparar ataques à jornalistas, tentando inclusive taxar como mentirosas apurações e investigações — como no caso do hospital de campanha em 2021, o laboratório de biologia molecular, erros na pandemia, etc.
Sucupira se mascara ao dar a cara frente às teletelas, vestindo-se do empático herói com sua impecável retórica. A única verdade suficiente é aquela dita por seus canais oficias, sendo assim, algo totalitário. Tudo que possa colocar seu governo em cheque se torna herege.
O erro de quem dita regras e quem as obedece — geralmente esquerdistas, é serem antifascistas antes mesmo de serem antitotalitaristas. Citação indireta de “O que é o fascismo? E outros ensaios”, também de Orwell, onde o britânico faz uma crítica ao “Socing”.
O ponto final
Quem perde com as censuras veladas é o povo, que fica sem resposta. Agora, falta somente, Daniel dizer que dois e dois são cinco.








