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Com: Argimiro Rocha

Mariana: defesa de atingidos por tragédia quer acordo para evitar julgamento na corte inglesa

05/10/2023 as 17:29
TRAGÉDIA  | Julgamento no Reino Unido está previsto para outubro de 2024. Para CEO do Pogust Goodhead, acordo seria mais vantajoso para clientes.
O escritório de advocacia que representa cerca de 700 mil atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco na Justiça inglesa espera fazer um acordo com as acionistas da empresa, Vale e BHP, antes de outubro de 2024, quando está previsto o início do julgamento no Reino Unido.

Segundo o CEO do escritório Pogust Goodhead, Tom Goodhead, um acordo seria mais vantajoso para a totalidade dos clientes e permitiria o pagamento das indenizações com maior celeridade. Ele acredita que as mineradoras não querem ir a julgamento.

“Ficaria demonstrado que a BHP sabia dos riscos de a barragem desabar e não fez nada para evitar. […] Um acordo justo seria o mais correto”, afirmou.
A barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de MG, rompeu em novembro de 2015. A tragédia causou 19 mortes, destruiu comunidades e contaminou o Rio Doce.

Em 2018, cerca de 200 mil atingidos, incluindo moradores, municípios, instituições religiosas e empresas, ajuizaram uma ação na Justiça inglesa contra a anglo-australiana BHP. No início deste ano, outros 500 mil autores entraram no caso.

Em agosto, a Vale também foi incluída no processo, após a BHP ajuizar uma ação de contribuição contra a mineradora brasileira, reivindicando que, em caso de condenação, ela contribua com no mínimo 50% do valor a ser pago às vítimas.
O escritório reivindica R$ 230 bilhões de indenizações. Segundo Tom Goodhead, se as partes chegarem a um acordo, a definição sobre os pagamentos individuais será feita por meio de um comitê de clientes, enquanto os municípios negociarão de forma independente.
Fonte: g1