FRAUDE | O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (15) que fraudes no INSS se intensificaram entre 2019 e 2022, período do governo Bolsonaro, com prejuízo de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos a aposentados e pensionistas. Segundo a Polícia Federal, o esquema foi interrompido apenas na gestão Lula.
A discussão surgiu durante audiência no Senado sobre a revalidação de autorizações para descontos em folha por entidades associativas. Wolney explicou que o Congresso buscava regulamentar a prática após recomendação do TCU, prevendo revalidação anual das autorizações, o que impediria descontos indefinidos sem nova autorização dos beneficiários. No entanto, optou-se por uma revalidação a cada três anos, adiada para 2022 devido à pandemia, por recomendação do Conselho Nacional de Previdência.
Segundo o ministro, uma lei aprovada em 2022 acabou com o mecanismo de revalidação. Nesse “interregno”, surgiram 11 novas associações fraudulentas que se credenciaram no INSS e iniciaram grandes volumes de descontos não autorizados, especialmente em 2023 e 2024 — detectados apenas após operação da PF em abril de 2025.
Wolney afirmou que a atual gestão levou o caso à PF e garantiu que os prejudicados serão ressarcidos. Ele assumiu o ministério após a saída de Carlos Lupi, que pediu demissão após o escândalo. Senadores da oposição pediram sua saída.
O líder do PL no Senado, Rogério Marinho, que chefiou a Previdência entre 2019 e 2020, rebateu as acusações, alegando que no governo Bolsonaro houve redução de entidades e descontos, e que a proposta de revalidação visava justamente maior controle.
Fonte: O TEMPO / Foto: Saulo Cruz/Agência Senado







