Por Redação 98, em Teófilo Otoni
Em sua primeira entrevista após ser denunciada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis declarou ter feito sexo com o companheiro no capô do carro momentos antes dele ser morto.
A declaração foi dada ao repórter Roberto Cabrini no programa Conexão Repórter, do SBT, desta segunda-feira (31). A parlamentar concordou em retornar ao lado do jornalista ao local do crime, a casa da família em Niterói.Ao reconstituir os detalhes que antecederam a morte do pastor Anderson, em 16 de junho do ano passado, Flordelis contou ao jornalista que ela e o companheiro decidiram andar durante a noite pelo calçadão de Copacabana. Na volta pra casa, já de madrugada, os dois pararam o carro em uma estrada deserta.
"Fomos a Copacabana, andamos no calçadão, fizemos as brincadeiras, andamos na praia. Depois fomos para o carro, ele pegou uma pista deserta, não sei dizer o local, só se eu for lá, talvez eu consiga, mas não prestei atenção no caminho. Eu sei que ele chegou em um lugar que tinha muitos carros parados, mas não tinha bar, nada disso. Nós paramos ali, namoramos, que era uma coisa normal nossa, na estrada. Me beijou bastante, eu sentei no capô do carro e tivemos relações. Falei 'amor, amanhã a gente vai acordar cedo, né?'. Isso foi por volta de 2h e alguma coisa", contou.
Os estariam em um Honda Accord. O carro blindado da família teria ficado com um filho por sugestão da própria deputada, segundo aponta as investigações.
"Isso é mais um absurdo que estão falando a meu respeito. Foi o meu marido que ligou pro meu filho e pediu que ele trouxesse o carro esportivo. Quem é que não sabe? Quem conhece meu marido sabe muito bem que ele adorava sair com o carro esportivo", disse.
Na casa da família, a deputada conta a versão dela dos fatos para o repórter do SBT. Ela contou que após o marido abrir o portão da casa, ela saiu do carro com a bolsa e os sapatos na mão. Ela fala que parou na traseira do carro, de onde podia ver Anderson com o celular na mão, e pediu para que ele fechasse o portão.
Flordelis alega ter ido para o quarto da neta e de lá ter escutado os tiros.
Assassinato
Segundo informações da Polícia Civil, em maio de 2018, Flordelis começou a envenenar o marido aos poucos com arsênico e cianeto. Foram pelo menos seis tentativas.
Após falhar em todas elas, em 16 junho de 2019, o pastor Anderson do Carmo foi executado a tiros na garagem da casa onde morava com a deputada Flordelis e os filhos. Ele foi atingido por mais de 30 tiros.
Investigação
No dia do crime, a deputada disse que o marido foi vítima de um assalto. O filho biológico dela, apontado como o executor, foi preso no velório de Anderson. Horas depois, um filho adotivo do casal foi detido por ter conseguido a arma. O revólver usado no crime foi encontrado na sala da casa da família.
Em agosto de 2020, as investigações da Polícia Civil concluíram que Flordelis mandou matar o marido por questões financeiras e poder na família.
Após mais de um ano da morte de Anderson, além dos dois filhos detidos logo após o crime, foram presos cinco filhos e uma neta de Flordelis. A deputada não foi presa devido a imunidade parlamentar.
Defesa
O advogado de defesa diz que a cliente está surpresa com as conclusões do inquérito e diz se tratar de um equívoco.
***Com informações da Rádio Itatiaia







