PROTEÇÃO | Em março, quando Vinicius Gritzbach fechou um acordo de delação premiada, foi oferecido a ele o programa de proteção, mas ele recusou
Vinicius Gritzbach, que morreu na última sexta-feira (8) executado pelo PCC, não quis fazer parte do programa de proteção de réu colaborador. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya em entrevista ao programa “Em Ponto”, da Globonews.
Em março, quando Gritzbach fechou um acordo de delação premiada, foi oferecido a ele o programa de proteção, mas o empresário afirmou que teria como custar a própria segurança. Isso porque, caso optasse pela proteção, ele teria que “romper com todos os laços que tinha, inclusive com o envolvimento com o crime”, explica Gakiya.
A versão apresentada pelo promotor do Ministério Público de São Paulo foi confirmada pela defesa de Vinicius Gritzbach.
“O Ministério Público ofereceu a todo momento a inserção do Vinicius no programa de proteção de réu colaborador. Ele, na presença de seus advogados, se negou a ingressar nesse programa”, afirma Gakiya.
Segundo o promotor, Gritzbach lavava dinheiro para o PCC há mais de dez anos e por isso, ele era um “arquivo vivo perigoso”.
Executado a tiros no aeroporto
Vinicius voltava de Maceió na última sexta-feira (8) com a namorada e seria recebido pelo filho no aeroporto, que estava acompanhado de quatro seguranças - todos os policiais militares. De acordo com Guilherme Flauzino, advogado dos policiais que faziam a segurança, eles não têm envolvimento na execução do empresário.
Fonte: Itatiaia







