
Por Alan Martuchelle, da 98 em Teófilo Otoni
Um dia após atingir a marca de mil mortes causadas pelo coronavírus em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) registrou nesta quinta-feira (2) um novo recorde de óbitos pela doença confirmados em 24 horas – 52 mortes novas notificados apenas entre quarta-feira (1º) e esta manhã. Este é o maior número diário desde o primeiro óbito por Covid-19 que aconteceu em 30 de março em um hospital de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Com a quantidade de mortes confirmadas nesta quinta-feira chegou a 1.059 o número de mineiros que não resistiram após serem infectados pelo coronavírus. A maior parte dos óbitos aconteceu em pacientes que sofriam de comorbidades anteriores, sendo hipertensão, doença cardiovascular e diabetes as mais comuns entre elas. A doença acomete de forma fatal principalmente as pessoas com mais de 60 anos.
Além da elevada quantidade de mortes, Minas Gerais encara ainda um aumento nas estatísticas referentes a hospitalização. Cerca de 5.700 mineiros que foram diagnosticados com coronavírus precisaram ser internados em leitos de hospitais das redes pública e privada. Há ainda um crescimento constatado de 873% no número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) se comparados os períodos de janeiro a junho de 2019 e 2020.
O número de casos também não para de crescer em níveis alarmantes e o relatório mais recente indica que Minas Gerais atingiu a marca de 50 mil infectados nesta manhã – atualmente são 50.707 segundo a SES-MG. Ainda nessa quarta-feira (1º), a Secretaria declarou ter confirmado 47.584 – 3.123 a menos que nesta quinta. Os casos de infectados estão espalhados por 715 municípios mineiros, cerca de 83% dos existentes no Estado. As mortes aconteceram em 250 deles, o que representa um índice de letalidade de 2,1%.







