Por Redação 98, em Teófilo Otoni
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), conversou com apoiadores no cercadinho do Palácio do Planalto nessa segunda-feira (22/11), e negou que tenha havido interferências na elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e defendeu o ministro da Educação, Milton Ribeiro, das acusações que vem recebendo sobre a questão. Bolsonaro afirmou que, se Ribeiro e ele pudessem interferir, não teriam tido questões ‘de ideologia’ na prova do último domingo, 21. “Estão acusando o ministro Milton [Ribeiro] de ter interferido na elaboração das provas. Se ele tivesse essa capacidade e eu, não teria nenhuma questão de ideologia nesse Enem agora, que teve ainda”, disse Bolsonaro, sem especificar a quais questões se referia.
Relembrando uma questão que tratava sobre variedade linguística em uma prova passada do exame, que utilizava como exemplo gírias comuns entre travestis, o presidente disse que a elaboração do Enem vem mudando aos poucos e que questões desse tipo já não estiveram presentes na prova do último domingo, 21. “Você é obrigado a aproveitar o banco de dados de anos anteriores. Agora, dá para mudar? Já está mudando! Vocês não viram mais a linguagem de tal tipo de gente com tal perfil, não existe isso aí. A linguagem, o que o cara faz entre quatro paredes, é problema dele. Agora, não tem mais aquilo, a linguagem neutra num sei de que, não tem mais”, pontuou.
Foto: Arquivo / Agência Brasil







