
COLUNA 26 DE MAIO DE 2020
O trabalho da imprensa tem sido crucial no combate ao coronavírus. Além de transmitir orientações, a imprensa passa todas as informações de uma região, do Brasil e do mundo; ou seja, matém todos informados.
Nos últimos dias esse trabalho vem sendo questionado por muitas pessoas, principalmente na relevância que foi dada a pandemia, por vários meios de comunicação. Além de ser mais atacada, a imprensa sofre com adjetivos tal como; alarmista, comunista e até mentirosa.
Todo imbróglio se justifica pela divulgação de casos suspeitos, confirmados e óbitos; causados pelo novo coronavírus. Para alguns, não existe necessidade de “bater nessa tecla”.
VAMOS AO FATOS
Estamos em meio a uma tragédia. Quando falamos isso você pode até encontrar “sensacionalismo” na forma em que me expressei. Mas não, é apenas um fato.
Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela al-Qaeda; que foi reconhecido mundialmente como uma tragédia. Foram ao todo, 2.996 mortes naquele dia.

Foto: CNN Americana/ Reprodução
Quem não se lembra, ou ouviu falar no tsunami do Oceano Índico de 2004, onde um terremoto/sismo submarino que ocorreu com epicentro na costa oeste de Sumatra, na Indonésia, levou 227.898 pessoas a óbito.

Foto: BBC/Reprodução
Vamos falar de Brasil, ano passado, a barragem da mineradora Vale se rompeu destruindo o município de Brumadinho, vitimando 254 pessoas, deixando 16 desaparecidos. Também uma tragédia.

Foto: G1/Reprodução
Agora, qual razão muitos apontam que é alarmismo da imprensa, falar em 346.232 mortes no mundo por Covid-19; sendo que dessas, 23.522 no Brasil dois meses e dez dias?
Devemos levar em consideração que, as tragédias citadas anteriormente ocorreram em um curto período. Mas, como medimos uma tragédia? O que é uma tragédia? Segundo o dicionário Houaiss, de 2018, uma tragédia é “a ação termina de ordinário por acontecimentos fatais”.

Foto: Revista Veja/ Reprodução
Medimos uma tragédia não pelo período em que ela ocorreu, mas pelo número de vítimas que trouxe.
Questionam-se, sobre a divulgação de recuperados pela doença, como se vinte pessoas recuperadas pudessem inibir cinco mortos. Quando uma aeronave vem a cair, deixando 300 mortos, não levamos em consideração que outras pessoas estão vivas em pleno vôo. Uma coisa não justifica a outra e tão pouco ameniza.
Para uma mãe que tem trinta filhos, ao perder um, mesmo que ela venha engravidar, nem os 29, tão pouco o que está em seu ventre, irá anestesiar a dor de perder um dos seus.
Viu a dimensão e a importância da divulgação de todos os dados que cercam a covid por meio da imprensa? Não é para criar medo, é para criar prevenção.
O ponto-vírgula de hoje mostra que, o Estado e seus defensores, não querem que dados da Covid-19 sejam explícitos, para que não seja escancarada a sua ineficiência de gerenciar uma crise como esta.
CHARGE DO DIA

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