Jovem se revolta após ir a loja e pagar o dobro por roupa da Shein: varejo brasileiro pode revender esses produtos?

25/05/2023 as 09:42

REVOLTA  | Raphaela Leal viralizou na web após compartilhar experiência em uma loja de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Uma jovem viralizou na web após descobrir que a roupa de R$ 469,90 que comprou em uma loja de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, na verdade é da Shein e está a venda por R$ 215,95, menos da metade do preço, no site da gigante asiática de e-commerce.

Segundo a Receita Federal, não há problemas em lojas comprarem de fabricantes no exterior e revenderem os produtos em seus estabelecimentos

Os comerciantes precisam, no entanto, pagar os tributos relativos à operação e registrar uma declaração de importação.

Além disso, o diretor do Procon em Florianópolis, Alexandre Farias Luz, destaca que a empresa varejista brasileira não pode ocultar ou dificultar a obtenção da origem da peça. "Isso estaria em confronto com o direito de informação", explicou.

No mais, segundo ele, "não há nenhum impedimento da empresa comprar roupa da Shein, Shopee, entre outros".

A Shein, por outro lado, afirma que não tem o objetivo de vender para o varejo.

Conforme os termos e condições de usuário da empresa, ela concede uma licença limitada "apenas com a finalidade de comprar itens pessoais", informou a advogada Karyna Terrel, autora do livro “Compre Bem para Vender Muito Bem”.