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Com: Argimiro Rocha

Governo de Minas anuncia auxílio de R$ 1.200 para vítimas das chuvas

18/01/2022 as 17:48
O governo de Minas anunciou nesta terça-feira (18/01) a criação de um benefício emergencial no valor de R$ 1.200 que deve ser pago em três parcelas mensais de R$ 400 aos desabrigados e desalojados em razão das chuvas no Estado. O auxílio é uma das ações previstas no pacote de R$ 600 milhões do governo para fazer frente às chuvas no Estado. 

Segundo o governador Romeu Zema (Novo), o investimento no auxílio é estimado em R$ 78 milhões e deve beneficiar 70 mil pessoas em todo o Estado. "Estamos criando um auxilio - desabrigado que muito provavelmente vai beneficiar 70 mil pessoas, onde nós pagaremos R$ 400 por mês por pessoa da família. Uma família de cinco pessoas vai receber R$ 2.000. Isso é para que as pessoas que tiveram suas casas atingidas e destruídas tenham condições de passar por esse momento difícil", assim ele disse.

Segundo o governo, o repasse será feito aos municípios e "caberá às prefeituras definir o tipo de benefício a ser ofertado, como aluguel, cestas básicas, transferência direta de recursos ou compras de móveis, colchões, eletrodomésticos e itens de higiene, conforme a realidade local de cada cidade".
Esse pagamento deve ter início a partir de fevereiro e, apesar de ser operacionalizado pelos municípios, o secretário-geral do governo de Minas, Mateus Simões, informou que todas as pessoas cadastradas até dia 17 de janeiro como desalojada ou desabrigada terá direito ao benefício.
"A operacionalização desse pagamento será feita pelos municípios porque, pela lógica legal, inclusive, o controle da população desabrigada e desalojada é feito localmente. Então, o recurso será entregue ao município que deverá, necessariamente, entregar às pessoas que já estão cadastradas", explicou.


Ao todo, Minas tem 380 cidades em situação de emergência em razão das chuvas e contabiliza 47.912 desalojados e 7.336 desabrigados, conforme o boletim da Defesa Civil Estadual divulgado nesta terça-feira. Mas, o secretário explicou que o número deve subir porque o levantamento do Estado ainda não contabiliza os dados repassados pelos municípios nos últimos dias.