TRISTE | Combates em Cartum diminuíram as pessoas nas ruas e em seus respectivos empregos. O fornecimento de alimentos e água também foi dificultado.
Nos dias seguintes à eclosão da guerra na capital do Sudão, Cartum, a Dra. Abeer Abdullah correu entre os quartos do maior orfanato do Sudão, tentando cuidar de centenas de bebês e crianças pequenas enquanto os combates mantinham todos, quase todos os funcionários afastados.
Os gritos das crianças ecoaram pelo prédio enquanto tiros pesados abalavam os arredores, disse ela.Então vieram ondas de mortes. Lá estavam os bebês alojados nos andares superiores do orfanato estatal, conhecido como Mygoma.
Sem pessoal suficiente para cuidar deles, eles sucumbiram à desnutrição e desidratação graves, disse a médica. E havia os recém-nascidos já frágeis em sua clínica médica no andar térreo, alguns dos quais morreram após desenvolverem febre alta, disse ela.
“Eles precisavam ser alimentados a cada três horas. Não havia ninguém lá”, disse Abdullah, falando por telefone do orfanato, com o choro de bebês audíveis ao fundo.
“Tentamos administrar terapia intravenosa, mas na maioria das vezes não conseguíamos resgatar as crianças.”






